quinta-feira, 14 de agosto de 2008

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Natan, 6 anos faz foto de sua mãe Neusa, 36 anos.

Neusa nascida em Pedro Cubas já morou muitos anos em São Paulo e depois retornou para a comunidade.

Autoria da foto: Natan, 6 anos.


Sr. Antonio Jorge e convidados na festa do casamento.

Autoria da foto: jovens quilombolas.

Jovens Quilombolas e mídias digitias

Foto dos convidados do casamento de Elias e Kelly realizado na igreja do centro da comunidade Pedro Cubas.

autoria da foto:

jovens quilombolas em seus mecanismos de construção de linguagem com o uso da máquina digital no registro do casamento.



Batatal

Batatal, bairro vizinho de Pedro Cubas.

Audiovisual nos Mundos Virtuais




"No dia 6 de agosto, às 9 horas, a Cidade do Conhecimento inaugura o Auditório na Mainland Brasil onde acontecerá o programa “Gestão de Mídias Audiovisuais para o Desenvolvimento Local” (GeMA 2008). O espaço, doado pela Annenberg School for Communication da Universidade de Southern California, será o ponto de partida para uma rede de mundos virtuais pro bono coordenada pelo grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento, numa iniciativa em parceria com o Internet Group (iG), a Kaizen Games e apoio do Centro Cultural Bradesco no Second Life, Metamidiadigital, Livraria Cultura, Fábrica de Idéias Cinemáticas (FICs) e Cidade-Escola Aprendiz, sob a curadoria de Gilson Schwartz, professor do Depto. de Cinema, Rádio e TV da ECA-USP.


“Fronteiras do Audiovisual nos Mundos Virtuais: Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação” será o tema do seminário inaugural, apresentado por Jeremiah Spence, da Universidade do Texas, criador e editor do “Journal of Virtual Worlds Research” (www.jvwresearch.org). Spence tem dado palestras relacionadas a pesquisa, desenvolvimento e inovação em mundos virtuais na Europa, Estados Unidos e Canadá. Doutorando em Comunicações e Sociologia da Tecnologia, Mestre em Teoria de Comunicações Internacionais e Política Tecnológica na Universidade do Texas em Austin, Spence foi pesquisador na “Escola do Futuro” na USP e no “Instituto de Ciência da Informação” da Universidade Federal da Bahia.

Second Life, Lively, OpenSim e outras plataformas da web em 3D levam o mercado de mundos virtuais a um novo estágio de criação e crescimento, abrindo oportunidades de negócios e promovendo modelos pedagógicos inovadores. Pesquisa, desenvolvimento e inovação em aplicações, produtos e serviços em mundos virtuais serão apresentados e discutidos pelo Editor do “Journal of Virtual Worlds Research”.

6 de agosto, às 9 horas, Sala 28
Depto. de Cinema, Rádio e TV da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

Transmissão ao vivo pela ITV/USP, secondLife e Audiostreaming
Conheça o Auditório da Cidade do Conhecimento 2.0 no Second Life: teleporte-se!" ;

fonte:

http://www.cidade.usp.br/blog/2008/07/30/audiovisual-nos-mundos-virtuais/

Fim de tarde em Pedro Cubas

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Carlinhos: Guia turístico, jardineiro, agricultor e pai

Carlinhos quer ter oportunidades. Ele é jardineiro da praça central de Eldorado Paulista, além de agricultor na associação de moradores de Pedro Cubas. 
Carlinhos é filho do Sr. António Jorge, liderança política de Pedro Cubas de baixo.
É casado e possui três filhos, dois meninos e uma menina. 
Carlinhos é guia turístico. 
Sua vontade é criar o  serviço de guias dos quilombolas. Ele mesmo conhece toda a região,  cada pedra e cada rio.
Jardinagens com Carlinhos nas terras de Eldorado e região. 
rua no centro de Eldorado Paulista. 

terça-feira, 17 de junho de 2008

Natan: GRAVANDO!

Este é o Natan de 6 anos em experiência de oficina com a câmera de filmar no momento de gravação do seu tio Bertolino Silvério e seus colegas plantando quiabo na roça. 

Livros: Conhecimento ao alcance das mãos!

Estes são os livros do InfoCentro da Comunidade Pedro Cubas. 
Até a presente data esses volumes não são utilizados como poderiam. 
Fica aí uma proposta para estudantes da área de biblioteconomia ou interessados em elaborar programas de catalogação e utilização destas obras. 

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Rio Pedro Cubas



Conta por relatos da tradição oral da comunidade que Pedro Cubas foi quilombola que primeiro chegou àquelas terras fugido de outras regiões e fundou o quilombo Pedro Cubas. O rio Pedro Cubas assim ganhou o nome deste primevo quilombola. 
Outros quilombolas ficaram sabendo da existência deste quilombo e foram se juntando até formar a comunidade. 

São informações de contatos e conversas com Antônio Jorge e Edvina Tiê, lideranças participativas da comunidade. 

Os demais relatos tanto da construção deste mito e suas versões até o continuum da comunidade em sua relação-cultura é o que colaborativamente vamos vivenciar nesse blog

terça-feira, 13 de maio de 2008

120 anos - Princesa Isabel pôs fim à escravidão em 13 de maio de 1888

Fontes:

http://www.unificado.com.br/calendario/05/abolicao.htm


http://www.ficharionline.com/ExibeConteudo.php5?idconteudo=5720


A campanha abolicionista foi um movimento social e político ocorrido entre 1870 e 1888, que defendia o fim da escravidão no Brasil.

Termina com a promulgação da Lei Áurea, que extingue o regime escravista originário da colonização do Brasil. A escravidão havia começado a declinar com o fim do tráfico de escravos em 1850. Progressivamente, imigrantes europeus assalariados substituem os escravos no mercado de trabalho. Mas é só a partir da Guerra do Paraguai (1865-1870) que o movimento abolicionista ganha impulso. Milhares de ex-escravos que retornam da guerra vitoriosos, muitos até condecorados, se recusam a voltar à condição anterior e sofrem a pressão dos antigos donos. O problema social torna-se uma questão política para a elite dirigente do Segundo Reinado.

Lei do Ventre Livre

O Partido Liberal, de oposição, compromete-se publicamente com a causa, mas é o gabinete do visconde do Rio Branco, do Partido Conservador, que promulga a primeira lei abolicionista, a Lei do Ventre Livre, em 28 de setembro de 1871. De poucos efeitos práticos, ela dá liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir dessa data, mas os mantém sob a tutela de seus senhores até atingirem a idade de 21 anos. Em defesa da lei, o visconde do Rio Branco apresenta a escravidão como uma "instituição injuriosa", que prejudica, sobretudo, a imagem externa do país.

Campanha abolicionista

Em 1880, políticos e intelectuais importantes, como Joaquim Nabuco e José do Patrocínio, criam, no Rio de Janeiro, a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, que estimula a formação de dezenas de agremiações semelhantes pelo país. Da mesma forma, o jornal O Abolicionista e o manifesto O Abolicionismo, de Nabuco, e a Revista Ilustrada, de Ângelo Agostini, servem de modelo a outras publicações antiescravistas. Advogados, artistas, intelectuais, jornalistas e parlamentares engajam-se no movimento e arrecadam fundos para pagamento de cartas de alforria, documento que concedia liberdade ao escravo. O país é tomado pela causa abolicionista. Em 1884, o Ceará antecipa-se e decreta o fim da escravidão em seu território.

Lei dos Sexagenários

A decisão cearense aumenta a pressão da opinião pública sobre as autoridades federais. Em 1885, o governo cede mais um pouco e promulga a Lei Saraiva-Cotegipe. Conhecida como Lei dos Sexagenários, ela liberta os escravos com mais de 60 anos, mediante compensações a seus proprietários. A lei não apresenta resultados significativos, já que poucos cativos atingem essa idade e os que sobrevivem não têm de onde tirar o sustento sozinhos.

Os escravizados, que sempre resistiram ao cativeiro, passam a participar ativamente do movimento, fugindo das fazendas e buscando a liberdade nas cidades. No interior de São Paulo, liderados pelo mulato Antônio Bento e seus caifazes (nome tirado de uma personalidade bíblica, o sumo-sacerdote judeu Caifaz), milhares deles escapam das fazendas e instalam-se no Quilombo do Jabaquara, em Santos. A esta altura, a campanha abolicionista mistura-se à republicana e ganha um reforço importante: o Exército. Descontentes com o Império, os militares pedem publicamente para não mais ser utilizados na captura dos fugitivos. Do exterior, sobretudo da Europa, chegam apelos e manifestos favoráveis ao fim da escravidão.

Lei Áurea

Em 13 de maio de 1888, o governo imperial rende-se às pressões, e a princesa Isabel assina a Lei Áurea, que extingue a escravidão no Brasil. A Lei Áurea não indenizava os cafeicultores cariocas com a perda dos escravos; eles, então, transformaram-se em republicanos de última hora. Republicanos de 14 de maio.

Assim, o Império perde o apoio dos senhores do café escravistas, ou seja, perde o apoio dos barões escravagistas cariocas. Perde, assim, o alicerce social que o apoiava, o último sustentáculo de apoio da Monarquia, e conseqüentemente a Monarquia cai.

O fim da escravatura, porém, não melhora a condição social e econômica dos ex-escravos. Sem formação escolar nem profissão definida, para a maioria deles a simples emancipação jurídica não muda sua condição subalterna, muito menos ajuda a promover sua cidadania ou ascensão social.

sábado, 10 de maio de 2008

Balsa do Batatal



Transporte entre a estrada que vem de Itapiuna e a barra do batatal no sentido da Comunidade Pedro Cubas.

Plantio-piloto dá início a programa de revitalização no quilombo de Pedro Cubas, no Vale do Ribeira

notícia retirada de http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=2663

[29/04/2008 17:48]

Em 18 de abril último, aconteceu a cerimônia de plantio-piloto do “Programa de Revitalização Ambiental — Todos Juntos pelo Vale do Ribeira”, na comunidade de Pedro Cubas, município de Eldorado, (SP), no Vale do Ribeira. O evento contou com a presença de representantes da Aymoré Financiamentos, Iniciativa Verde, Instituto Ambiental Vid'água, Unesp, ISA, comunidades quilombolas de Nhunguara, André Lopes, Sapatu e Ivaporunduva, todos parceiros do projeto.



O Programa de Revitalização Ambiental - Todos Juntos pelo Vale do Ribeira lançado em 18 de abril, no quilombo de Pedro Cubas, no Vale do Ribeira, tem como objetivo o plantio de árvores para restauro de floresta nativa com função ecológica local e global; a conservação das florestas existentes e a implementação de sistemas agroflorestais com palmito juçara.

Além dos benefícios que trará à região, o programa tem como objetivo conscientizar clientes e lojas de automóveis parceiras da Aymoré Financiamentos sobre a importância de investir em alternativas diferenciadas para reverter a degradação ambiental.

Toda vez que um cliente de São Paulo, Paraná, Bahia ou Pernambuco faz um financiamento de automóvel com a Aymoré, ele é convidado a fazer uma contribuição de R$ 5,00 para o Programa de Revitalização Ambiental. O lojista, também pode fazer a doação. Se uma das partes contribuír, a Aymoré Financiamentos contribui com mais R$ 5,00, totalizando R$15,00. Todas as doações são direcionadas para o programa.

Na abertura do evento, o presidente da Associação de Pedro Cubas, sr. Antonio Jorge, falou sobre a importância que a experiência representa para a comunidade e para a recuperação de um rio, o Pedro Cubas, que historicamente faz parte das relações de sobrevivência dos quilombolas daquele território. “Antigamente a gente descia este rio em barcos carregados de produtos agrícolas como o arroz e subia de volta de Eldorado cheio de mantimentos para a família. Hoje pode-se passar por dentro do rio a pé de tão raso que ele está”. Antonio Jorge refere-se ao assoreamento do rio.

O coordenador do Programa Vale do Ribeira, do ISA, Nilto Tatto, também ressaltou a singularidade do projeto, que visa, além da recuperação e conservação das matas ciliares, a conservação e manutenção da qualidade de vida das comunidades quilombolas que vivem nestas áreas e da manutenção da qualidade da água nos territórios quilombolas e do Vale do Ribeira.

Em tempos em que o debate sobre o clima domina os noticiários e preocupa a população mundial, a Iniciativa Verde enfatizou a importância da redução dos impactos das mudanças climáticas por meio do seqüestro de carbono e a conseqüente diminuição da pressão sobre os recursos florestais. Na área escolhida foram plantadas cerca de 130 mudas de espécies nativas para recuperação da mata ciliar do Rio Pedro Cubas, afluente do Ribeira de Iguape. As cerca de cem pessoas presentes plantaram mudas, enquanto representantes da comunidade de Pedro Cubas preparavam as covas para o plantio.

O programa que agora se inicia fortalece ainda a Campanha Cílios do Ribeira, iniciativa coordenada pelo ISA e pelo Instituto Ambiental Vidágua para a recuperação das matas ciliares do Vale do Ribeira. Contribui ainda para a implementação de iniciativas inovadoras de desenvolvimento sustentável com a recuperação e conservação Mata Atlântica, no Vale do Ribeira, que se constitui na maior área continua de remanescentes deste bioma no Brasil, situado entre os estados do Paraná e São Paulo. O plantio das mudas seguirá as determinações de escolha de espécies feita pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

O evento encerrou-se com almoço preparado pelas mulheres da comunidade Pedro Cubas, cujo cardápio se compôs de comidas tradicionais do quilombo.